Tenho um cão da raça Akita. Não bastasse ser lindo, é um cão maravilhoso, de personalidade interessantíssima. Independente, tranqüilo, protetor, porém de temperamento forte e dominante, não deve ser criado de qualquer maneira, é oportuno se instruir para criá-lo adequadamente, e assim o fiz. Daí minha profunda decepção nas duas vezes em que foi atacado por labradores, um andando solto, o outro arrastando seu dono!
Iniciei este espaço não para ensinar aos outros donos mas para extravasar um pouco essa decepção. Ao mencionar o que faço e o que deixo de fazer na condução de meu cão, por quais motivos, mostro como ele se tornou tão maravilhoso. E ficarei muito contente se a partir destas linhas outras pessoas se inspirarem a procurar informações – livros, revistas, comunidades de criadores, programas de TV etc – e aperfeiçoarem seus métodos de criação e condução, de modo a extraírem mais satisfação na interação com seus cães e na interação com outros donos e seus cães!
Meu Akita desperta algumas reações nas pessoas em geral. Fico contente e agradeço os elogios e admiração por sua beleza! Muito fofo, pêlo gostoso, parece um ursão! Digo sempre que mais do que sua beleza, admiro seu temperamento, típico da raça: late pouco, porte elegante, indiferente na maioria das vezes.
Uma das ocasiões em que ele não é indiferente é quando essa pessoa admiradora tem o impulso de botar a mão nele! Então ele avisa: “não te conheço”! Somente seus familiares (ou sua “matilha”, começando a falar dos conceitos de criação) podem acariciá-lo, e mesmo assim não gosta de muito agarramento!
Mas quanto a estranhos não deverem botar a mão, muito natural. É sempre prudente, desejando acariciar um cão desconhecido, antes perguntar ao dono se pode. Alguns cães recebem todo mundo, outros não. Também as pessoas, algumas falam com todo mundo, outras não. E ninguém vai botando a mão em moça na rua só por que a achou bonitinha, provavelmente levará um tapa!
