Além da admiração, também são comuns a implicância e o receio pelo fato do meu cão ser um cão grande. Porém um cão grande não necessariamente faz mais barulho ou é mais agressivo ou mais perigoso que um cão pequeno. Aliás, entre os riscos diários, não sei o tamanho de quem vai tentar me assaltar, avançar um sinal e quase me atropelar ou disparar uma bala perdida!
Tenho mais receio de um cão que anda solto – qualquer que seja seu tamanho - e cujas reações imprevisíveis não poderão ser contidas do que de um cão cujo dono o conduz com atenção e ao seu lado. “Nunca fez nada”, mas é cão, pode fazer uma primeira vez e não quero que seja justamente comigo ou meu cão! E se for justamente comigo ou meu cão, se estiver seguramente conduzido nada acontecerá!
Meu cão jamais anda solto! Certa vez alguém comentou que achava que meu cão era agressivo porque eu o conduzia com a guia curta e firme. Ao contrário, minha maneira de conduzí-lo deve inspirar tranqüilidade, por indicar minha atenção aos seus movimentos e sinais.
Guia firme não significa tensionada (que pode predispor o cão a achar que há algum motivo para que ele não esteja tranqüilo), significa não-frouxa, que não escapará de minha mão a qualquer puxada. Mantenho a guia de maneira tal que o cão tem a ilusão de que está solto, mas se tentar algo indevido não conseguirá êxito. Ou seja, ele me acompanha, ele me obedece, está calmo e submisso (como diz Cesar Millan) e acompanha seu líder; não está ao meu lado só porque está tensionado e preso a mim, aguardando uma oportunidade para escapar.
Cães às vezes não simpatizam uns com os outros ou com determinados comportamentos humanos e podem manifestar isso com ferozes latidos. Cães não são classificados como racionais e civilizados, nem capazes de trocar argumentações inteligentes. Isso não me causa apreensão quando adequadamente conduzidos e contidos por seus donos.

