sábado, 30 de outubro de 2010

Meu cão jamais anda solto!

Além da admiração, também são comuns a implicância e o receio pelo fato do meu cão ser um cão grande. Porém um cão grande não necessariamente faz mais barulho ou é mais agressivo ou mais perigoso que um cão pequeno. Aliás, entre os riscos diários, não sei o tamanho  de quem vai tentar me assaltar, avançar um sinal e quase me atropelar ou disparar uma bala perdida!
Tenho mais receio de um cão que anda solto – qualquer que seja seu tamanho - e cujas reações imprevisíveis não poderão ser contidas do que de um cão cujo dono o conduz com atenção e ao seu lado. “Nunca fez nada”, mas é cão, pode fazer uma primeira vez e não quero que seja justamente comigo ou meu cão! E se for justamente comigo ou meu cão, se estiver seguramente conduzido nada acontecerá!
Meu cão jamais anda solto! Certa vez alguém comentou que achava que meu cão era agressivo porque eu o conduzia com a guia curta e firme. Ao contrário, minha maneira de conduzí-lo deve inspirar tranqüilidade, por indicar minha atenção aos seus movimentos e sinais.
Guia firme não significa tensionada (que pode predispor o cão a achar que há algum motivo para que ele não esteja tranqüilo), significa não-frouxa, que não escapará de minha mão a qualquer puxada. Mantenho a guia de maneira tal que o cão tem a ilusão de que está solto, mas se tentar algo indevido não conseguirá êxito. Ou seja, ele me acompanha, ele me obedece, está calmo e submisso (como diz Cesar Millan) e acompanha seu líder; não está ao meu lado só porque está tensionado e preso a mim, aguardando uma oportunidade para escapar.
Cães às vezes não simpatizam uns com os outros ou com determinados comportamentos humanos e podem manifestar isso com ferozes latidos. Cães não são classificados como racionais e civilizados, nem capazes de trocar argumentações inteligentes. Isso não me causa apreensão quando adequadamente conduzidos e contidos por seus donos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Iniciei este espaço NÃO para ensinar aos outros donos

Tenho um cão da raça Akita. Não bastasse ser lindo, é um cão maravilhoso, de personalidade  interessantíssima. Independente, tranqüilo, protetor, porém de temperamento forte e dominante, não deve ser criado de qualquer maneira, é oportuno se instruir para criá-lo adequadamente, e assim o fiz. Daí minha profunda decepção nas duas vezes em que foi atacado por labradores, um andando solto, o outro arrastando seu dono!


Iniciei este espaço não para ensinar aos outros donos mas para extravasar um pouco essa decepção. Ao mencionar o que faço e o que deixo de fazer na condução de meu cão, por quais motivos, mostro como ele se tornou tão maravilhoso.  E ficarei muito contente se a partir destas linhas outras pessoas se inspirarem a procurar informações – livros, revistas, comunidades de criadores, programas de TV etc – e aperfeiçoarem seus métodos de criação e condução, de modo a extraírem mais satisfação na interação com seus cães e na interação com outros donos e seus cães!
Meu Akita desperta algumas reações nas pessoas em geral. Fico contente e agradeço os elogios e admiração por sua beleza! Muito fofo, pêlo gostoso, parece um ursão! Digo sempre que mais do que sua beleza, admiro seu temperamento, típico da raça: late pouco, porte elegante, indiferente na maioria das vezes.



Uma das ocasiões em que ele não é indiferente é quando essa pessoa admiradora tem o impulso de botar a mão nele! Então ele avisa: “não te conheço”! Somente seus familiares (ou sua “matilha”, começando a falar dos conceitos de criação) podem acariciá-lo, e mesmo assim não gosta de muito agarramento!

Mas quanto a estranhos não deverem botar a mão, muito natural. É sempre prudente, desejando acariciar um cão desconhecido, antes perguntar ao dono se pode. Alguns cães recebem todo mundo, outros não. Também as pessoas, algumas falam com todo mundo, outras não. E ninguém vai botando a mão em moça na rua só por que a achou bonitinha, provavelmente levará um tapa!