quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A Cachorrinha não morde? Faltou combinar com a cachorrinha!

Pra começo de conversa, abaixo  fotos do meu cão quando mordido:

 Ferimento limpo, tomara que não infeccione!
Macambúzio...
É cão? Então nunca se sabe quando pode entrar em “modo de ataque” (expressão de Cesar Millan), especialmente se o cão (ou a cadela) está, ainda que temporariamente, na posição de líder da matilha, solta, explorando o ambiente, protegendo sua matilha do que possa encontrar à frente, talvez outro cão, cachorro grande!

O estranhamento pode ocorrer não somente entre machos ou entre fêmeas, pode ocorrer também mesmo que seja fêmea encontrando macho (ou vice-versa). E se o cachorro grande está preso à guia, logo limitado em seus movimentos, o ataque torna-se desigual, isto é, alguém solto perturbando alguém preso!
Achar isso engraçado reforça o comportamento do(a) desbravador(a)! E aí não adianta dizer que o outro cão é que não pode tentar (fica no tentar pois é óbvio que eu faço o possível para evitar o conflito canino! Não quero meu cão machucado nem o de ninguém!) morder de volta, isso é tudo que lhe restou, e estava quieto no seu canto, enquanto o(a) desbravador(a) é que estava circulando sem guia e veio incomodar, com permissão do seu dono!
Moral da história? Melhor prevenir do que remediar! É triste, dói no coração ver seu grande AUmigo machucado. E caro também: consulta no veterinário e remédios!
Por isso meu cão não anda solto, nem deixo que “me leve para passear”, eu é que o levo para passear! O dono é que tem que ser o líder da matilha!
Por falar nisso: Millan says that his major rule of dog training is to not let the dog lead you when taking them for a walk but instead walk in front of the animal. (...) He says, 'Americans who allow their dogs to walk them is one of my pet peeves. If your dog doesn't learn how to follow, you'll never have a disciplined pet'”.http://www.dailymail.co.uk/news/worldnews/article-1317960/Dog-Whisperer-Cesar-Millan-Obamas-pooch-Bo-real-White-House-leader.html )


Imagem 1: http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2010/10/05/article-1317960-0B7D9A11000005DC-283_468x472.jpg
“In charge: President Obama's skills with First Dog Bo have been brought into question by the Dog Whisperer who says the dog should never lead".

Imagem 2: http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2010/10/05/article-1317960-0B7D99FD000005DC-277_468x321.jpg
"Chase: Barack and Michelle Obama run behind their pet pooch but Cesar Millan says a dog should always follow their master".


Aproveitando o período de festas natalinas, aprendi um bocado nestas fontes (entre outras), boas dicas de presentes:
Encerro desejando a todos muitas oportunidades de aprendizados construtivos, um
ótimo Natal e 2011 abraços!

sábado, 30 de outubro de 2010

Meu cão jamais anda solto!

Além da admiração, também são comuns a implicância e o receio pelo fato do meu cão ser um cão grande. Porém um cão grande não necessariamente faz mais barulho ou é mais agressivo ou mais perigoso que um cão pequeno. Aliás, entre os riscos diários, não sei o tamanho  de quem vai tentar me assaltar, avançar um sinal e quase me atropelar ou disparar uma bala perdida!
Tenho mais receio de um cão que anda solto – qualquer que seja seu tamanho - e cujas reações imprevisíveis não poderão ser contidas do que de um cão cujo dono o conduz com atenção e ao seu lado. “Nunca fez nada”, mas é cão, pode fazer uma primeira vez e não quero que seja justamente comigo ou meu cão! E se for justamente comigo ou meu cão, se estiver seguramente conduzido nada acontecerá!
Meu cão jamais anda solto! Certa vez alguém comentou que achava que meu cão era agressivo porque eu o conduzia com a guia curta e firme. Ao contrário, minha maneira de conduzí-lo deve inspirar tranqüilidade, por indicar minha atenção aos seus movimentos e sinais.
Guia firme não significa tensionada (que pode predispor o cão a achar que há algum motivo para que ele não esteja tranqüilo), significa não-frouxa, que não escapará de minha mão a qualquer puxada. Mantenho a guia de maneira tal que o cão tem a ilusão de que está solto, mas se tentar algo indevido não conseguirá êxito. Ou seja, ele me acompanha, ele me obedece, está calmo e submisso (como diz Cesar Millan) e acompanha seu líder; não está ao meu lado só porque está tensionado e preso a mim, aguardando uma oportunidade para escapar.
Cães às vezes não simpatizam uns com os outros ou com determinados comportamentos humanos e podem manifestar isso com ferozes latidos. Cães não são classificados como racionais e civilizados, nem capazes de trocar argumentações inteligentes. Isso não me causa apreensão quando adequadamente conduzidos e contidos por seus donos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Iniciei este espaço NÃO para ensinar aos outros donos

Tenho um cão da raça Akita. Não bastasse ser lindo, é um cão maravilhoso, de personalidade  interessantíssima. Independente, tranqüilo, protetor, porém de temperamento forte e dominante, não deve ser criado de qualquer maneira, é oportuno se instruir para criá-lo adequadamente, e assim o fiz. Daí minha profunda decepção nas duas vezes em que foi atacado por labradores, um andando solto, o outro arrastando seu dono!


Iniciei este espaço não para ensinar aos outros donos mas para extravasar um pouco essa decepção. Ao mencionar o que faço e o que deixo de fazer na condução de meu cão, por quais motivos, mostro como ele se tornou tão maravilhoso.  E ficarei muito contente se a partir destas linhas outras pessoas se inspirarem a procurar informações – livros, revistas, comunidades de criadores, programas de TV etc – e aperfeiçoarem seus métodos de criação e condução, de modo a extraírem mais satisfação na interação com seus cães e na interação com outros donos e seus cães!
Meu Akita desperta algumas reações nas pessoas em geral. Fico contente e agradeço os elogios e admiração por sua beleza! Muito fofo, pêlo gostoso, parece um ursão! Digo sempre que mais do que sua beleza, admiro seu temperamento, típico da raça: late pouco, porte elegante, indiferente na maioria das vezes.



Uma das ocasiões em que ele não é indiferente é quando essa pessoa admiradora tem o impulso de botar a mão nele! Então ele avisa: “não te conheço”! Somente seus familiares (ou sua “matilha”, começando a falar dos conceitos de criação) podem acariciá-lo, e mesmo assim não gosta de muito agarramento!

Mas quanto a estranhos não deverem botar a mão, muito natural. É sempre prudente, desejando acariciar um cão desconhecido, antes perguntar ao dono se pode. Alguns cães recebem todo mundo, outros não. Também as pessoas, algumas falam com todo mundo, outras não. E ninguém vai botando a mão em moça na rua só por que a achou bonitinha, provavelmente levará um tapa!