terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Links das postagens anteriores

Aproximadamente metade das pessoas que olham meu Akita acham-no lindo e querem agarrar ou acarinhar aquela "bola de algodão", e precisam ser contidas, pois nem todo cão gosta de ser acarinhado por desconhecidos, assim como nem todas as pessoas gostam de ser abraçadas por desconhecidos no meio da rua!

Aproximadamente a outra metade olha para meu Akita e o rotula como agressivo, por ser grande e com as orelhas em pé, ainda que ele em geral desfile indiferente e com seu rabo para cima, conduzido ao lado de seu líder de matilha, sem responder a algum cachorrinho que queira vir para cima dele latindo estridentemente! E tanto o rótulo de agressivo é impreciso que... meu Akita já foi mordido duas vezes por labradores (uma vez macho, outra vez fêmea)! A partir dessas ocorrências que eu desenvolvi este blog.


Antes que venham novas produções, coloco a seguir links das postagens anteriores:











Até breve!


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Reportagem sobre "psicólogo de cachorros"

Em primeiro lugar... 2015 abraços a todos!!!
 
 
 
Em seguida... nossa, quase dois anos sem nada postar! Não é que tenha faltado assunto: algumas novas situações e outras que se repetem sempre servem de inspiração. Faltou tempo mesmo!
 
Mas não deixa de ser AUspicioso que justamente hoje, primeiro dia do ano, O Globo tenha publicado uma reportagem sobre "psicólogo de cachorros"!
 
 
Em comum com o entrevistado na matéria temos, além do estudo do comportamento dos cães e sua convivência em matilha (incluindo seus humanos!), o exercício profissional anterior na área de exatas (ele analista de sistemas, eu engenheiro).
 
Mas exerço mesmo a profissão de Psicólogo (de humanos!) e em meu desenvolvimento na Psicologia aprofundei o estudo de grupos em sua dinâmica, famílias, diversas interações e comportamentos. Aprendizados que facilitam o entendimento das interações dos cães com outros cães e com humanos.
 
Acrescente-se a isso as leituras (que mencionei em postagem anterior) de revistas especializadas, grupos na internet (em especial sobre a raça Akita), ensinamentos do Alexandre Rossi e dos livros e programas do Cesar Millan, citado pelo Bruno Leite na reportagem dO Globo:
  • "O diferencial do meu método é a psicologia de matilha, quase sociologia. O papa hoje é o mexicano César Millan, o “Encantador de Cães”, que tem show na TV americana. Ele ensina o dono a agir como cão e ser líder da matilha sem precisar latir nem andar de quatro. Ser líder não é gritar ou bater".
Todos esses conhecimentos são muito úteis na hora de passear com o querido AUmigo e experienciar esses momentos da maneira mais agradável possível!
 
Enorme abraço!

sábado, 16 de março de 2013

No elevador

O tempo voa, os compromissos consomem energia e  me dei conta já passou mais de um ano desde a última postagem!

Mas não paro de refletir sobre o que diz respeito à condução do meu grande AUmigo! Um tema importante é a condução do cão no elevador. Vejamos duas situações extremas abaixo: (ATENÇÃO: os vídeos são aflitivos - mas felizmente os cães sobrevivem e tudo acaba bem!)

"Ainda segundo a publicação, o animal sobreviveu ao episódio. Ele foi salvo por testemunhas, que se depararam com a situação sem entender muito bem o que estava acontecendo."
 
Nos dois vídeos, problemas seriam evitados se os cães estivessem junto de seus tutores! Por isso, antes de entrar em um elevador, mantenho-me à frente de meu cão e a uma distância segura da porta, de modo a verificar se dentro não há outro cão. Se houver, é melhor que eu esteja entre os dois, é melhor que quando a porta abrir um não dê de cara (ou melhor, de focinho) com o outro! Não quero colocar meu cão em risco!

Da mesma forma, quando estou prestes a sair do elevador também me mantenho à frente do meu cão, caso do lado de fora esteja outro cão, à frente de seu dono e ansioso para entrar. Se já não é agradável quando uma pessoa quer sair e outra quer entrar sem esperar que a primeira saia (já dizia Newton, “dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço”!), pior ainda se o “encontro” for entre dois cães sem a costumeira cortesia dos humanos...

Mesmo não estando na rua e sim entrando ou saindo do elevador, evito que meu cão entre ou saia e encontre outro animal sem segurança, mantenho meu cão com a guia. Da mesma forma que um motorista não solta o cinto de segurança só por que está se aproximando de casa ou, quando sai, não o coloca só quando já está em trânsito. Mesmo que esse motorista seja um ás no volante, não se pode ter certeza absoluta de que não aparecerá um pedestre distraído na frente do carro ou que algum outro veículo não avançará o sinal e o abalroará tão perto de casa! Mesmo que nunca tenha acontecido nem venha a acontecer um acidente, sempre utilizo o cinto de segurança e meu cão está sempre com a guia!

Por falar em cinto, trânsito, segurança... em breve (se os compromissos deixarem...) escreverei sobre o sacrifício de cães de certas raças e o sacrifício de carros de certas marcas...

 
 
 
Em tempo:"Papa 'abençoa' cão-guia em encontro com jornalistas no Vaticano"

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Isso os cachorros não fazem


Dia desses encontrei na internet um texto em que o autor dizia algo mais ou menos assim: “quem diz ‘quanto mais conheço as pessoas mais eu gosto de meu cachorro’ não está preparado para viver em sociedade”!

Bem, meus cães são inteligentes (e não são presunçosos por causa disso!), perceptivos e companheiros; sabem quando devem ficar quietos e quando devem brincar; interagem de forma harmoniosa entre si, com a família (ou até “matilha”, para quem entende o conceito), com vizinhos, transeuntes e outros cães.
Yin & Yang!

Mas se outros cães latem para eles, não são anjos: se a provocação não puder ser ignorada, reagem! Aí, mérito meu: são estabilizados com calma e assertividade, como aprendi lendo Cesar Millan (e também Alexandre Rossi – livros indicados em postagem anterior).

Mas penso que não é um mérito tão grande; afinal, assim como instalo anti-vírus em meu computador para melhor aproveitar a internet, também instalo leituras e aprendizados para melhor aproveitar a companhia de meus cães. Natural! Ainda mais que cães não são "coisas", mas seres que sentem e sofrem quando tratados sem os devidos cuidados!


E eles causam algum mal? Não. Não atacam outros cães pois não andam soltos. Eu sou o líder e responsável por eles, não posso delegar a eles a liderança da matilha na sociedade humana, não posso delegar ao instinto animal a responsabilidade de evitar conflitos imprevistos mesmo que até então nunca tenham mordido outro cão ou pessoa!
O cocô que fazem na rua eu recolho. Se tiverem acabado os saquinhos ou jornais, não importa, recolho com uma folha de árvore, mas não sujam nem atrapalham o caminho dos pedestres.
Ah! Mas as pessoas... Ouvi dizer que há motoristas que “quase passam por cima” de pedestres na faixa de pedestres, com sinal verde para pedestres, e ainda xingam os pedestres! Muitos pedestres, sim, correndo riscos, se não na faixa, também fora dela, quando têm que sair da calçada ocupada por veículos onde há placas de “proibido estacionar”. Isso os cachorros não fazem...
Também já ouvi sobre pessoas que empurram e sequer se desculpam ou olham para trás, querem passar onde não há espaço, primeiro elas e danem-se os outros, não respeitam filas, botam a culpa nos outros por seus malfeitos e por aí vai! Isso os cachorros também não fazem... nem fazem com os humanos as mais diversas atrocidades que alguns humanos fazem com eles, noticiadas quase todos os dias! http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/um-cao-lobo-a-cada-duas-horas
Realmente não estou preparado para conviver com isso...
A cada dia gosto mais dos meus cachorros. E também das pessoas que cuidam de seus cães, de cães abandonados, que resgatam animais e os recuperam para adoção responsável, que clamam por novas leis pelos direitos dos animais.

E também das pessoas que felizmente são a esmagadora maioria: respeitosas, preocupadas com a coletividade, que se conscientizam das conseqüências de seus atos, que buscam o melhor para si sem que isso gere o pior para os outros, que progridem auxiliando o progresso dos outros!
Aliás, essa é a prosperidade que eu e minha matilha desejamos a todos! 2012 abraços!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Várias maneiras de apoiar esses seres maravilhosos !

Será que existe quem ache bonito deixar o cachorrinho solto e, quando ele corre desafiadoramente em direção ao grande, sequer pede desculpas? Ou quem olhe atravessado ou teme o cachorro grande classificando-o de agressivo, sem qualquer conhecimento do cão específico, da raça, ou sem observar a forma como o cão é conduzido, os cuidados, atenção, procedimentos do condutor? Ou ainda quem converse animadamente, completamente distraído quanto ao comportamento de seu cão pronto a atacar outro que se aproxime?



Cão grande não necessariamente é agressivo e cão pequeno não necessariamente é manso; mas será que alguém prefere “enfrentar” o cão pequeno por ser mais fácil que enfrentar o cão grande – grande e “na dele” e que, sem saber, parado no seu canto, já foi tornado ele sim objeto de considerações agressivas? (Como se fosse mais fácil enfrentar uma pessoa de 1,53 metros de altura (e décimo Dan de karate...) do que um brutamontes com cara de mau (tímido, pacato, envolto em seus pensamentos...). O carro grande e veloz não é mais perigoso que o pequeno econômico se seu condutor não tem habilitação e/ou perícia e/ou condições).



Tenho restringido meus caminhos e redobrado minha atenção para evitar possibilidades desagradáveis, mas felizmente também encontro outras pessoas atentas e atenciosas que proporcionam agradável interação. Encontro ainda quem admire meu cão, fale dos seus ou dos que já tiveram, troque experiências e faça bons contatos. Ufa!



Mas duas situações se repetem e chamam minha atenção. Uma é quanto aos maus tratos aos animais. Sem mencionar outras espécies, todos os dias vejo notícias de cães abandonados, espancados, vítimas de crueldades horrendas. Por outro lado, vejo também notícias de protetores de animais que salvam, resgatam, cuidam, organizam feiras de adoção, gastam seu dinheiro e energia tentando encontrar novos donos ou quem pelo menos faça lar temporário enquanto o cão se recupera, antes que possa ser adotado. Um belíssimo trabalho! Quem vê os cães nas feiras de adoção, tão bem tratadinhos, medicados, limpinhos, não sabe as situações que passaram (filhotes recém nascidos vagando à beira da estrada não são o pior caso!) nem as situações extremamente desgastantes que por vezes os protetores têm que superar.



Há várias maneiras de apoiar esses seres maravilhosos (cães, protetores, adotantes!), nem que seja com a divulgação abaixo!






Nestes primeiros 5 grupos já fui pelo menos uma vez! Trabalhos maravilhosos! Os outros dois só acompanho pela internet mas também muito admiro:

Fica CAOmigo ( http://www.ficacaomigo.com/ ) Muito ativo, excelente conscientização!


Estes são só alguns exemplos, muitos outros grupos esforçam-se para que as boas repetições sejam mais frequentes que as ruins. Nossos grandes AUmigos precisam e merecem!

domingo, 1 de maio de 2011

Trajetórias que evitem esbarrões desnecessários e o cão na guia

Houve recorde de acidentes nas estradas no último Carnaval. Não chegou a tanto mas,  também na Páscoa, feriado mais família, houve alto índice de acidentes.

Alguma vez na vida, creio que ainda criança, observei algum veículo cruzando a pista perigosamente, passando pela contra-mão e acostamento, visando entrar em alguma via secundária, de terra.



E o que tem o que foi dito acima a ver com cachorros grandes (ou pequenos, ou simplesmente com pedestres)? Bem, talvez graças a essa “imagem traumática na infância”, mesmo enquanto pedestre eu procure trajetórias que evitem esbarrões desnecessários. Por exemplo, na figura abaixo eu prefiro a trajetória 1.
Na figura abaixo também!
Certamente não escolheria a trajetória 2, onde simplesmente não há espaço entre o cão e a parede! Ao manter o cão junto à parede, na situação representada, o condutor garante a segurança de outros pedestres, uma vez que caso ocorra algum imprevisto o cão poderá ser facilmente imobilizado / imprensado. Ao contrário, um pedestre que tente passar pelo único lugar onde não há espaço, quase passando por cima do cão, contribui enormemente para um acidente!
E eu jamais estarei com meu cão solto e saltitante em situação de dizer para algum outro conjunto condutor-cão que, se quiser, que mude de calçada...

Não ando com meu cão solto, mesmo que “na natureza” eles assim estejam, pois não ando “na natureza”, mas na cidade, em sociedade. Na “natureza” os cães estão soltos mas seguem sua própria hierarquia - na base de dentadas! - sem se preocupar com ferimentos, vacinas, veterinários...
Penso que andar com o cão na guia é semelhante a dirigir usando cinto de segurança. Por melhor motorista que eu seja, algum outro veículo pode me abalroar e não adiantará colocar o cinto depois da colisão! Analogamente, por mais tranquilinho que seja meu cão, altercações entre cães não ficam no “tá olhando o quê, mermão?” e mordidas podem ser desagradáveis de administrar... Acho melhor meu cão estar com a guia e depois ver se os cães se entendem, e não o contrário...
Até porque não adianta dizer que o lindo cachorrinho soltinho só queria brincar e o cachorrinho feio-bobo-malvado com guia é que não gostou da aproximação... Às vezes aparece um sujeito desconhecido, bem falante, alegre, que só quer brincar e vai logo botando a mão, vai logo abraçando... Num primeiro momento é até possível ficar quieto, constrangido... avisar que não quer papo, quer ficar na sua... tentar se afastar, mudar de lugar... Mas se essa pessoa insiste em ser inconveniente, terá que ser contida! E por falar nisso... cadê a minha carteira??!! Da mesma forma, antes que o cão “solto saltitante” tenha que ser contido, é melhor que esteja com a guia!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Faço minha parte para obter um exercício agradável !

A tragédia na região serrana no começo do ano me deixou impactado. Atrasei a postagem. Muitas ações têm sido tomadas para remediar o sofrimento atual e evitar sofrimento futuro das pessoas.
Que também os cães sejam lembrados. Sua companhia alegra as pessoas e eles catalisam atitudes humanas: se negativas, como os maus tratos ou condução descuidada, ficam evidenciadas e constituem oportunidade para aprimoramento; se positivas, como o desejo de cuidar, a responsabilidade, a generosidade, favorecem a boa convivência em sociedade. Apesar desse potencial catalisador, cães não podem falar sobre suas dores e perdas, suas necessidades. Precisam de nossa ajuda!
Seguindo em frente, e à frente ou ao lado do meu cão, além de favorecer a minha liderança da matilha, ele tem restrita a área em que poderia causar incômodo a outro cão.
  
Preferencialmente à direita, estou sempre atento – isto é, relaxado, tranqüilo, mas nunca distraído - ao seu comportamento.

Cesar Millan menciona o aspecto “o animal, a raça, o cão”. Li sobre o comportamento de matilha, sobre o nível de energia da raça. Conheço as particularidades do meu cão, percebo suas orelhas, se fixa o olhar, seu andar, e assim faço os ajustes necessários para manter a condução harmoniosa. Tenho condição física adequada ao meu cão e sua necessidade de dissipar energia e também para contê-lo com facilidade se necessário.
Um momento de distração pode não só incomodar outras pessoas e cães mas também colocar a vida de meu AUmigo em risco: um cão que avança em direção a outro na calçada oposta pode parar embaixo de um carro...
Enfim, faço minha parte para obter um exercício agradável !

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A Cachorrinha não morde? Faltou combinar com a cachorrinha!

Pra começo de conversa, abaixo  fotos do meu cão quando mordido:

 Ferimento limpo, tomara que não infeccione!
Macambúzio...
É cão? Então nunca se sabe quando pode entrar em “modo de ataque” (expressão de Cesar Millan), especialmente se o cão (ou a cadela) está, ainda que temporariamente, na posição de líder da matilha, solta, explorando o ambiente, protegendo sua matilha do que possa encontrar à frente, talvez outro cão, cachorro grande!

O estranhamento pode ocorrer não somente entre machos ou entre fêmeas, pode ocorrer também mesmo que seja fêmea encontrando macho (ou vice-versa). E se o cachorro grande está preso à guia, logo limitado em seus movimentos, o ataque torna-se desigual, isto é, alguém solto perturbando alguém preso!
Achar isso engraçado reforça o comportamento do(a) desbravador(a)! E aí não adianta dizer que o outro cão é que não pode tentar (fica no tentar pois é óbvio que eu faço o possível para evitar o conflito canino! Não quero meu cão machucado nem o de ninguém!) morder de volta, isso é tudo que lhe restou, e estava quieto no seu canto, enquanto o(a) desbravador(a) é que estava circulando sem guia e veio incomodar, com permissão do seu dono!
Moral da história? Melhor prevenir do que remediar! É triste, dói no coração ver seu grande AUmigo machucado. E caro também: consulta no veterinário e remédios!
Por isso meu cão não anda solto, nem deixo que “me leve para passear”, eu é que o levo para passear! O dono é que tem que ser o líder da matilha!
Por falar nisso: Millan says that his major rule of dog training is to not let the dog lead you when taking them for a walk but instead walk in front of the animal. (...) He says, 'Americans who allow their dogs to walk them is one of my pet peeves. If your dog doesn't learn how to follow, you'll never have a disciplined pet'”.http://www.dailymail.co.uk/news/worldnews/article-1317960/Dog-Whisperer-Cesar-Millan-Obamas-pooch-Bo-real-White-House-leader.html )


Imagem 1: http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2010/10/05/article-1317960-0B7D9A11000005DC-283_468x472.jpg
“In charge: President Obama's skills with First Dog Bo have been brought into question by the Dog Whisperer who says the dog should never lead".

Imagem 2: http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2010/10/05/article-1317960-0B7D99FD000005DC-277_468x321.jpg
"Chase: Barack and Michelle Obama run behind their pet pooch but Cesar Millan says a dog should always follow their master".


Aproveitando o período de festas natalinas, aprendi um bocado nestas fontes (entre outras), boas dicas de presentes:
Encerro desejando a todos muitas oportunidades de aprendizados construtivos, um
ótimo Natal e 2011 abraços!

sábado, 30 de outubro de 2010

Meu cão jamais anda solto!

Além da admiração, também são comuns a implicância e o receio pelo fato do meu cão ser um cão grande. Porém um cão grande não necessariamente faz mais barulho ou é mais agressivo ou mais perigoso que um cão pequeno. Aliás, entre os riscos diários, não sei o tamanho  de quem vai tentar me assaltar, avançar um sinal e quase me atropelar ou disparar uma bala perdida!
Tenho mais receio de um cão que anda solto – qualquer que seja seu tamanho - e cujas reações imprevisíveis não poderão ser contidas do que de um cão cujo dono o conduz com atenção e ao seu lado. “Nunca fez nada”, mas é cão, pode fazer uma primeira vez e não quero que seja justamente comigo ou meu cão! E se for justamente comigo ou meu cão, se estiver seguramente conduzido nada acontecerá!
Meu cão jamais anda solto! Certa vez alguém comentou que achava que meu cão era agressivo porque eu o conduzia com a guia curta e firme. Ao contrário, minha maneira de conduzí-lo deve inspirar tranqüilidade, por indicar minha atenção aos seus movimentos e sinais.
Guia firme não significa tensionada (que pode predispor o cão a achar que há algum motivo para que ele não esteja tranqüilo), significa não-frouxa, que não escapará de minha mão a qualquer puxada. Mantenho a guia de maneira tal que o cão tem a ilusão de que está solto, mas se tentar algo indevido não conseguirá êxito. Ou seja, ele me acompanha, ele me obedece, está calmo e submisso (como diz Cesar Millan) e acompanha seu líder; não está ao meu lado só porque está tensionado e preso a mim, aguardando uma oportunidade para escapar.
Cães às vezes não simpatizam uns com os outros ou com determinados comportamentos humanos e podem manifestar isso com ferozes latidos. Cães não são classificados como racionais e civilizados, nem capazes de trocar argumentações inteligentes. Isso não me causa apreensão quando adequadamente conduzidos e contidos por seus donos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Iniciei este espaço NÃO para ensinar aos outros donos

Tenho um cão da raça Akita. Não bastasse ser lindo, é um cão maravilhoso, de personalidade  interessantíssima. Independente, tranqüilo, protetor, porém de temperamento forte e dominante, não deve ser criado de qualquer maneira, é oportuno se instruir para criá-lo adequadamente, e assim o fiz. Daí minha profunda decepção nas duas vezes em que foi atacado por labradores, um andando solto, o outro arrastando seu dono!


Iniciei este espaço não para ensinar aos outros donos mas para extravasar um pouco essa decepção. Ao mencionar o que faço e o que deixo de fazer na condução de meu cão, por quais motivos, mostro como ele se tornou tão maravilhoso.  E ficarei muito contente se a partir destas linhas outras pessoas se inspirarem a procurar informações – livros, revistas, comunidades de criadores, programas de TV etc – e aperfeiçoarem seus métodos de criação e condução, de modo a extraírem mais satisfação na interação com seus cães e na interação com outros donos e seus cães!
Meu Akita desperta algumas reações nas pessoas em geral. Fico contente e agradeço os elogios e admiração por sua beleza! Muito fofo, pêlo gostoso, parece um ursão! Digo sempre que mais do que sua beleza, admiro seu temperamento, típico da raça: late pouco, porte elegante, indiferente na maioria das vezes.



Uma das ocasiões em que ele não é indiferente é quando essa pessoa admiradora tem o impulso de botar a mão nele! Então ele avisa: “não te conheço”! Somente seus familiares (ou sua “matilha”, começando a falar dos conceitos de criação) podem acariciá-lo, e mesmo assim não gosta de muito agarramento!

Mas quanto a estranhos não deverem botar a mão, muito natural. É sempre prudente, desejando acariciar um cão desconhecido, antes perguntar ao dono se pode. Alguns cães recebem todo mundo, outros não. Também as pessoas, algumas falam com todo mundo, outras não. E ninguém vai botando a mão em moça na rua só por que a achou bonitinha, provavelmente levará um tapa!