domingo, 1 de maio de 2011

Trajetórias que evitem esbarrões desnecessários e o cão na guia

Houve recorde de acidentes nas estradas no último Carnaval. Não chegou a tanto mas,  também na Páscoa, feriado mais família, houve alto índice de acidentes.

Alguma vez na vida, creio que ainda criança, observei algum veículo cruzando a pista perigosamente, passando pela contra-mão e acostamento, visando entrar em alguma via secundária, de terra.



E o que tem o que foi dito acima a ver com cachorros grandes (ou pequenos, ou simplesmente com pedestres)? Bem, talvez graças a essa “imagem traumática na infância”, mesmo enquanto pedestre eu procure trajetórias que evitem esbarrões desnecessários. Por exemplo, na figura abaixo eu prefiro a trajetória 1.
Na figura abaixo também!
Certamente não escolheria a trajetória 2, onde simplesmente não há espaço entre o cão e a parede! Ao manter o cão junto à parede, na situação representada, o condutor garante a segurança de outros pedestres, uma vez que caso ocorra algum imprevisto o cão poderá ser facilmente imobilizado / imprensado. Ao contrário, um pedestre que tente passar pelo único lugar onde não há espaço, quase passando por cima do cão, contribui enormemente para um acidente!
E eu jamais estarei com meu cão solto e saltitante em situação de dizer para algum outro conjunto condutor-cão que, se quiser, que mude de calçada...

Não ando com meu cão solto, mesmo que “na natureza” eles assim estejam, pois não ando “na natureza”, mas na cidade, em sociedade. Na “natureza” os cães estão soltos mas seguem sua própria hierarquia - na base de dentadas! - sem se preocupar com ferimentos, vacinas, veterinários...
Penso que andar com o cão na guia é semelhante a dirigir usando cinto de segurança. Por melhor motorista que eu seja, algum outro veículo pode me abalroar e não adiantará colocar o cinto depois da colisão! Analogamente, por mais tranquilinho que seja meu cão, altercações entre cães não ficam no “tá olhando o quê, mermão?” e mordidas podem ser desagradáveis de administrar... Acho melhor meu cão estar com a guia e depois ver se os cães se entendem, e não o contrário...
Até porque não adianta dizer que o lindo cachorrinho soltinho só queria brincar e o cachorrinho feio-bobo-malvado com guia é que não gostou da aproximação... Às vezes aparece um sujeito desconhecido, bem falante, alegre, que só quer brincar e vai logo botando a mão, vai logo abraçando... Num primeiro momento é até possível ficar quieto, constrangido... avisar que não quer papo, quer ficar na sua... tentar se afastar, mudar de lugar... Mas se essa pessoa insiste em ser inconveniente, terá que ser contida! E por falar nisso... cadê a minha carteira??!! Da mesma forma, antes que o cão “solto saltitante” tenha que ser contido, é melhor que esteja com a guia!