sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Isso os cachorros não fazem


Dia desses encontrei na internet um texto em que o autor dizia algo mais ou menos assim: “quem diz ‘quanto mais conheço as pessoas mais eu gosto de meu cachorro’ não está preparado para viver em sociedade”!

Bem, meus cães são inteligentes (e não são presunçosos por causa disso!), perceptivos e companheiros; sabem quando devem ficar quietos e quando devem brincar; interagem de forma harmoniosa entre si, com a família (ou até “matilha”, para quem entende o conceito), com vizinhos, transeuntes e outros cães.
Yin & Yang!

Mas se outros cães latem para eles, não são anjos: se a provocação não puder ser ignorada, reagem! Aí, mérito meu: são estabilizados com calma e assertividade, como aprendi lendo Cesar Millan (e também Alexandre Rossi – livros indicados em postagem anterior).

Mas penso que não é um mérito tão grande; afinal, assim como instalo anti-vírus em meu computador para melhor aproveitar a internet, também instalo leituras e aprendizados para melhor aproveitar a companhia de meus cães. Natural! Ainda mais que cães não são "coisas", mas seres que sentem e sofrem quando tratados sem os devidos cuidados!


E eles causam algum mal? Não. Não atacam outros cães pois não andam soltos. Eu sou o líder e responsável por eles, não posso delegar a eles a liderança da matilha na sociedade humana, não posso delegar ao instinto animal a responsabilidade de evitar conflitos imprevistos mesmo que até então nunca tenham mordido outro cão ou pessoa!
O cocô que fazem na rua eu recolho. Se tiverem acabado os saquinhos ou jornais, não importa, recolho com uma folha de árvore, mas não sujam nem atrapalham o caminho dos pedestres.
Ah! Mas as pessoas... Ouvi dizer que há motoristas que “quase passam por cima” de pedestres na faixa de pedestres, com sinal verde para pedestres, e ainda xingam os pedestres! Muitos pedestres, sim, correndo riscos, se não na faixa, também fora dela, quando têm que sair da calçada ocupada por veículos onde há placas de “proibido estacionar”. Isso os cachorros não fazem...
Também já ouvi sobre pessoas que empurram e sequer se desculpam ou olham para trás, querem passar onde não há espaço, primeiro elas e danem-se os outros, não respeitam filas, botam a culpa nos outros por seus malfeitos e por aí vai! Isso os cachorros também não fazem... nem fazem com os humanos as mais diversas atrocidades que alguns humanos fazem com eles, noticiadas quase todos os dias! http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/um-cao-lobo-a-cada-duas-horas
Realmente não estou preparado para conviver com isso...
A cada dia gosto mais dos meus cachorros. E também das pessoas que cuidam de seus cães, de cães abandonados, que resgatam animais e os recuperam para adoção responsável, que clamam por novas leis pelos direitos dos animais.

E também das pessoas que felizmente são a esmagadora maioria: respeitosas, preocupadas com a coletividade, que se conscientizam das conseqüências de seus atos, que buscam o melhor para si sem que isso gere o pior para os outros, que progridem auxiliando o progresso dos outros!
Aliás, essa é a prosperidade que eu e minha matilha desejamos a todos! 2012 abraços!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Várias maneiras de apoiar esses seres maravilhosos !

Será que existe quem ache bonito deixar o cachorrinho solto e, quando ele corre desafiadoramente em direção ao grande, sequer pede desculpas? Ou quem olhe atravessado ou teme o cachorro grande classificando-o de agressivo, sem qualquer conhecimento do cão específico, da raça, ou sem observar a forma como o cão é conduzido, os cuidados, atenção, procedimentos do condutor? Ou ainda quem converse animadamente, completamente distraído quanto ao comportamento de seu cão pronto a atacar outro que se aproxime?



Cão grande não necessariamente é agressivo e cão pequeno não necessariamente é manso; mas será que alguém prefere “enfrentar” o cão pequeno por ser mais fácil que enfrentar o cão grande – grande e “na dele” e que, sem saber, parado no seu canto, já foi tornado ele sim objeto de considerações agressivas? (Como se fosse mais fácil enfrentar uma pessoa de 1,53 metros de altura (e décimo Dan de karate...) do que um brutamontes com cara de mau (tímido, pacato, envolto em seus pensamentos...). O carro grande e veloz não é mais perigoso que o pequeno econômico se seu condutor não tem habilitação e/ou perícia e/ou condições).



Tenho restringido meus caminhos e redobrado minha atenção para evitar possibilidades desagradáveis, mas felizmente também encontro outras pessoas atentas e atenciosas que proporcionam agradável interação. Encontro ainda quem admire meu cão, fale dos seus ou dos que já tiveram, troque experiências e faça bons contatos. Ufa!



Mas duas situações se repetem e chamam minha atenção. Uma é quanto aos maus tratos aos animais. Sem mencionar outras espécies, todos os dias vejo notícias de cães abandonados, espancados, vítimas de crueldades horrendas. Por outro lado, vejo também notícias de protetores de animais que salvam, resgatam, cuidam, organizam feiras de adoção, gastam seu dinheiro e energia tentando encontrar novos donos ou quem pelo menos faça lar temporário enquanto o cão se recupera, antes que possa ser adotado. Um belíssimo trabalho! Quem vê os cães nas feiras de adoção, tão bem tratadinhos, medicados, limpinhos, não sabe as situações que passaram (filhotes recém nascidos vagando à beira da estrada não são o pior caso!) nem as situações extremamente desgastantes que por vezes os protetores têm que superar.



Há várias maneiras de apoiar esses seres maravilhosos (cães, protetores, adotantes!), nem que seja com a divulgação abaixo!






Nestes primeiros 5 grupos já fui pelo menos uma vez! Trabalhos maravilhosos! Os outros dois só acompanho pela internet mas também muito admiro:

Fica CAOmigo ( http://www.ficacaomigo.com/ ) Muito ativo, excelente conscientização!


Estes são só alguns exemplos, muitos outros grupos esforçam-se para que as boas repetições sejam mais frequentes que as ruins. Nossos grandes AUmigos precisam e merecem!

domingo, 1 de maio de 2011

Trajetórias que evitem esbarrões desnecessários e o cão na guia

Houve recorde de acidentes nas estradas no último Carnaval. Não chegou a tanto mas,  também na Páscoa, feriado mais família, houve alto índice de acidentes.

Alguma vez na vida, creio que ainda criança, observei algum veículo cruzando a pista perigosamente, passando pela contra-mão e acostamento, visando entrar em alguma via secundária, de terra.



E o que tem o que foi dito acima a ver com cachorros grandes (ou pequenos, ou simplesmente com pedestres)? Bem, talvez graças a essa “imagem traumática na infância”, mesmo enquanto pedestre eu procure trajetórias que evitem esbarrões desnecessários. Por exemplo, na figura abaixo eu prefiro a trajetória 1.
Na figura abaixo também!
Certamente não escolheria a trajetória 2, onde simplesmente não há espaço entre o cão e a parede! Ao manter o cão junto à parede, na situação representada, o condutor garante a segurança de outros pedestres, uma vez que caso ocorra algum imprevisto o cão poderá ser facilmente imobilizado / imprensado. Ao contrário, um pedestre que tente passar pelo único lugar onde não há espaço, quase passando por cima do cão, contribui enormemente para um acidente!
E eu jamais estarei com meu cão solto e saltitante em situação de dizer para algum outro conjunto condutor-cão que, se quiser, que mude de calçada...

Não ando com meu cão solto, mesmo que “na natureza” eles assim estejam, pois não ando “na natureza”, mas na cidade, em sociedade. Na “natureza” os cães estão soltos mas seguem sua própria hierarquia - na base de dentadas! - sem se preocupar com ferimentos, vacinas, veterinários...
Penso que andar com o cão na guia é semelhante a dirigir usando cinto de segurança. Por melhor motorista que eu seja, algum outro veículo pode me abalroar e não adiantará colocar o cinto depois da colisão! Analogamente, por mais tranquilinho que seja meu cão, altercações entre cães não ficam no “tá olhando o quê, mermão?” e mordidas podem ser desagradáveis de administrar... Acho melhor meu cão estar com a guia e depois ver se os cães se entendem, e não o contrário...
Até porque não adianta dizer que o lindo cachorrinho soltinho só queria brincar e o cachorrinho feio-bobo-malvado com guia é que não gostou da aproximação... Às vezes aparece um sujeito desconhecido, bem falante, alegre, que só quer brincar e vai logo botando a mão, vai logo abraçando... Num primeiro momento é até possível ficar quieto, constrangido... avisar que não quer papo, quer ficar na sua... tentar se afastar, mudar de lugar... Mas se essa pessoa insiste em ser inconveniente, terá que ser contida! E por falar nisso... cadê a minha carteira??!! Da mesma forma, antes que o cão “solto saltitante” tenha que ser contido, é melhor que esteja com a guia!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Faço minha parte para obter um exercício agradável !

A tragédia na região serrana no começo do ano me deixou impactado. Atrasei a postagem. Muitas ações têm sido tomadas para remediar o sofrimento atual e evitar sofrimento futuro das pessoas.
Que também os cães sejam lembrados. Sua companhia alegra as pessoas e eles catalisam atitudes humanas: se negativas, como os maus tratos ou condução descuidada, ficam evidenciadas e constituem oportunidade para aprimoramento; se positivas, como o desejo de cuidar, a responsabilidade, a generosidade, favorecem a boa convivência em sociedade. Apesar desse potencial catalisador, cães não podem falar sobre suas dores e perdas, suas necessidades. Precisam de nossa ajuda!
Seguindo em frente, e à frente ou ao lado do meu cão, além de favorecer a minha liderança da matilha, ele tem restrita a área em que poderia causar incômodo a outro cão.
  
Preferencialmente à direita, estou sempre atento – isto é, relaxado, tranqüilo, mas nunca distraído - ao seu comportamento.

Cesar Millan menciona o aspecto “o animal, a raça, o cão”. Li sobre o comportamento de matilha, sobre o nível de energia da raça. Conheço as particularidades do meu cão, percebo suas orelhas, se fixa o olhar, seu andar, e assim faço os ajustes necessários para manter a condução harmoniosa. Tenho condição física adequada ao meu cão e sua necessidade de dissipar energia e também para contê-lo com facilidade se necessário.
Um momento de distração pode não só incomodar outras pessoas e cães mas também colocar a vida de meu AUmigo em risco: um cão que avança em direção a outro na calçada oposta pode parar embaixo de um carro...
Enfim, faço minha parte para obter um exercício agradável !